Green Smiles

janeiro 21, 2012

Quando cheguei estavam lindas, todas elas. As três marias, as brancas de neve, as sem nome e aquelas polêmicas tão proibidas.

Dias depois com sol e vento começaram a secar, se entristecer, murchar. Estavam tão caidinhas que todo dia eu ia colocar água e dar um pouco de amor, na esperança de que as animaria.

Acordei sentindo um ventinho especialmente gelado, já que dormi sem roupa.  Como estava fui até a janela e mal pude acreditar na rua molhada que vi. Já tinha perdido a esperança de outra chuva nesta terra desgraçadamente quente.

Isso por si só já melhora a manhã de qualquer pessoa que tenha passado a noite toda andando de hospital em hospital na companhia de um semi desconhecido, sem poder desabafar em seu próprio idioma.

Fui estender as roupas, faz parte do meu trabalho ainda não tão bem definido. As plantas me olharam. Sorriram. As primeira que vi foram as srtas cannabis e sativa, ou maria e joana  (ou qualquer outro nome pouco criativo, tenho que resolver isso) porque são as maiores e mais bonitas. Estavam abertas, resistentes ao vento, tinham abandonados suas partes secas. Logo vi suas companheiras, todas que estiveram com aparência morte durante a semana estava tacando um foda-se pra sociedade e comemorando a chuva, silenciosamente. Comemorei com elas.

(:

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