saudade

janeiro 15, 2012

Engraçado como é diferente a saudade de quem fica da saudade de quem vai, a saudade de quem conhecemos muito e a saudade de quem conhecemos pouco.

Saí do Brasil achando que ia derreter de saudade dos amores, dos lugares, da minha cama e afinal o que mais apertou foi saudade do centro da cidade e mesmo este já está aliviando. Talvez volte mais tarde.

Começar a conversar com alguém dia 11 de noite, num papo com formadores de amizade aka álcool e marijuana e no dia 14 de noite estar tendo uma crise de saudade, tendo que segurar o choro antes da despedida… bom, disso nunca tinha ouvido falar.

Asia e Kuba já deixaram saudade no meu coração e ninguém pode dizer que é mentira, em coração brasileiro sempre há espaço para este sentimento tão galego-português.  Pouco me importa se acabo de conhecê-los, se essa ternura é formada da exclusividade dos bons sentimentos que há em relacionamentos extremamente novos, se nunca vou vê-los de novo, se vou conhecer mais pessoas incríveis. Cada pessoa é única e insubstituível, e todo animal de sangue quente aguenta bem a ferida doce de despedidas que não deveriam machucar, de tão pequenas.

No final a gente fica é feliz de ver coisa bonita no mundo, como sou feliz de ter visto o vale do anhagabaú de cima.

Momentos. That’s what it’s all about.

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