voar voar, subir subir

janeiro 9, 2012

Um tempão esperando. Mantendo a calma com uso de música e crianças gritando, mas gritando de empolgação, não de choro. Até um almofadinha brigando pra entrar antes no avião (e decolar na mesma hora que o resto) me pareceu divertido, daqueles divertimentos de quando a gente tem que se distrair e ser superior às distrações. Mas não foi pra isso que vim, vim pra ir embora, e sim, sei que ir embora é só mais outra ilusão.
Só começa com motores ligados e fazendo barulho, mas não começa quando anda, começa quando corre em linha reta balançando e a descrença capiro-humana na possibilidade dum bicho pesado e desembestado desses conseguir voar depois de uma corridinha dura alguns maravilhosos instantes de ingenuidade e desespero puros, daqueles que não dá nem tmepo de ter medo e VUSH, saímos do chão, o ar fica lá em baixo enquanto você sobe. Incrivelmente sobe e a descrença se agarra no rabo do avião, antes de de desfazer toda. A cidade lá em baixo te faz se sentir um pouco livre, ainda que o avião seja um filhote da cidade, que nunca desmama. Em segundos nuvens. Várias, umas cinzas umas brancas, cidade de novo, mais nuvens, sol, outras nuvens, sei que não posso mas é como se pudesse toca-las, com os dedos, no céu, não em uma montanha com uma nuvem neblina carrapato, nuvem nuvem, em seu habitat. E você pensa poxa que legal, que bacana, vou ficar aqui nadando nas nuvens e… e nada, estamos ainda inclinados com a barriga em direção às estrelas, nossa estrada, nossa orbitazinha fica lá onde as coisas não fazem mais sentido, e as nuvens são só um tapete EXTREMAMENTE luxuoso. E aí não é a liberdade de não fazer parte da cidade (da qual a gnete também é um filhote afinal, ao menso eu sou) e sim o absrudo de não fazer parte deste mundo. Ou você é nuvem ou vc é aquela coisa branca de termina no horizonte antes do azul infinito. Que graciosamente não é infinito, é só muito sol rebatendo na nossa cara e nem ele é azul.
Estou afogadas numa porçaõ de mentiras. As nuvens não sãod e algodão e o céu não é azul, só me parece e só parece agora e só parece poruqe estou na Terra. Se pasn isso é o que importa né? Estou na Terra. Ainda.
A pressão mudou várias vezes só enquanto escrevia isso. Melhor tentar dormir ou algo assim. Aquele abraço, você que ficam.

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